Empresas que conseguem se antecipar têm mais eficiência operacional, reduzem riscos de atrasos e evitam a temida quebra de estoque. Isso vale para qualquer pico de sazonalidade, mas em ano de Copa do Mundo, o senso de urgência é completamente diferente.
De acordo com dados da Scanntech, o varejo alimentar pode registrar um crescimento de até 4,7% no faturamento durante o período do mundial. O ticket médio em supermercados pode aumentar até 69% nas horas que antecedem as partidas da Seleção Brasileira.
O desafio do varejo na Copa do Mundo 2026: Cerca de 71% dos brasileiros pretendem aumentar o consumo durante o evento, especialmente em categorias como alimentos, bebidas e itens para churrasco. No entanto, esse volume não aparece de forma gradual. Ele se concentra em dias específicos e em turnos específicos, repetindo-se por seis semanas seguidas.
Como os grandes players do varejo se preparam para a Copa do Mundo?
A movimentação da cadeia de suprimentos (supply chain) em torno da Copa começa meses antes de qualquer produto chegar à prateleira do supermercado.
Segundo Cristiane Fais, CEO da Accrom Consultoria em Logística Internacional, entre três e cinco meses antes do evento já ocorre um aumento expressivo nas importações, no planejamento logístico e na organização das operações de distribuição.
Para Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS, a preparação do varejo envolve três pilares fundamentais:
- Reforço operacional;
- Aumento estratégico de estoque;
- Negociações antecipadas com a indústria.
Na indústria de alimentos, marcas como a Sadia já utilizaram dados de tendência para direcionar a presença nos pontos de venda, apostando no lançamento de produtos e embalagens temáticas para o torneio. Esse movimento gera um impacto direto no mercado de trabalho: segundo a ASSERTTEM, entre 150 mil e 200 mil vagas temporárias abertas no primeiro semestre de 2026 estão diretamente ligadas ao efeito Copa, com forte concentração nos setores de logística e varejo.
O que acontece dentro do armazém e nos Centros de Distribuição?
Estoque reforçado e equipe contratada resolvem apenas parte da equação logística. A outra metade do desafio é puramente operacional: a velocidade com que as mercadorias se movem entre o recebimento, a armazenagem e a expedição.
Historicamente, os dias de jogos do Brasil geram uma paralisação quase total da força de trabalho durante as partidas, seguida por picos de consumo concentrados em itens de alta rotatividade. Para os Centros de Distribuição (CDs), isso significa uma pressão extrema sobre a frota de movimentação de carga em intervalos previsíveis.
Nesse cenário de alta demanda, a disponibilidade dos equipamentos é crítica:
- Um transpalete parado por falta de manutenção;
- Uma frota subdimensionada para o volume do dia;
- Ou equipamentos em estado precário…
…não são apenas problemas operacionais. Eles se traduzem diretamente em vendas perdidas num dos períodos mais lucrativos do ano para o varejo.
Qual é a lógica do reforço sazonal na logística?
Comprar novos equipamentos apenas para absorver um pico de demanda de seis semanas é um erro financeiro. Isso imobiliza capital em ativos que ficarão ociosos logo após o término do torneio. É por isso que operações que já trabalham com o plano de assinatura de frotas resolvem esse problema de forma muito mais eficiente.
Os clientes da Disktrans, por exemplo, contam com a flexibilidade de solicitar equipamentos adicionais nos períodos de pico pelo mesmo valor dos ativos que já constam em seu plano original. A operação escala transpaleteiras e empilhadeiras elétricas de alta performance conforme a demanda e retorna ao volume padrão assim que o pico passa. Tudo isso acontece sem a necessidade de negociar um novo contrato e sem o risco de ter maquinário parado após a Copa.
Mas escalar a frota não é só uma questão de quantidade. Em períodos de pico, com jornadas mais longas e centros de distribuição operando perto do limite, a escolha do equipamento certo faz diferença direta na produtividade. Transpaleteiras e empilhadeiras elétricas reduzem a fadiga do operador, mantêm ritmo constante ao longo do turno e evitam paradas para manutenção que um equipamento sobrecarregado tende a apresentar.
Ainda não tem um contrato vigente? Para quem precisa de equipamentos de movimentação de carga exclusivamente para cobrir o período do mundial, a Disktrans também oferece soluções personalizadas, com condições específicas para contratos de curto prazo.
Fontes: Scanntech, Cristiane Fais/Accrom, APAS, NielsenIQ/Máquina do Esporte, ASSERTTEM, Kaizen Solutions.