Shopee e Mercado Livre impulsionam disputa por galpões logísticos no Brasil

A corrida por galpões logísticos no Brasil chegou a um ponto que o mercado imobiliário nunca havia registrado. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de vacância de condomínios logísticos caiu para 6,4%, a mínima histórica do setor, segundo a Binswanger Brazil.

“A escassez já é uma realidade. Claramente faltam opções”, disse Rodrigo Couto, diretor de industrial e logística da CBRE Brasil, à Bloomberg Línea. Os preços de locação sobem entre 5% e 10% ao ano em termos reais há três anos consecutivos, e a expectativa para 2026 é de que a demanda supere a oferta de novo estoque mais uma vez.

Os dois principais responsáveis por esse movimento são o Mercado Livre e a Shopee. O Mercado Livre foi quem primeiro transformou logística em vantagem competitiva no e-commerce brasileiro, construindo ao longo dos anos uma malha de centros de distribuição e hubs regionais altamente integrada.

A Shopee, em 2021, ocupava pouco mais de 63 mil metros quadrados de galpões no Brasil e hoje soma quase 1,8 milhão de metros quadrados, crescimento de 33% apenas em relação ao fim de 2025.

A disputa entre as duas chegou a casos concretos. No projeto da Brookfield Properties em Guarulhos, Parque Logístico Guarulhos II, a Shopee e o Mercado Livre negociavam a pré-locação dos três galpões do complexo, próximo ao Aeroporto Internacional. A Shopee fechou o contrato oferecendo cerca de R$ 45 por metro quadrado, acima da média de R$ 42 praticada na região para ativos de alto padrão, segundo a consultoria Erea, divulgou o Metro Quadrado.

O ágio reflete a dificuldade crescente de garantir espaço em regiões estratégicas: em Barueri, por exemplo, a vacância está em apenas 2%, segundo a CBRE. Rodrigo Couto alerta que empresas que adiarem a decisão de investir em um centro de distribuição podem ter que esperar de um a dois anos para encontrar espaço disponível ou mudar de região.

Como a Disktrans apoia a velocidade desse mercado

O crescimento acelerado dos galpões traz consigo um aumento da demanda por equipamentos. Cada novo centro de distribuição que entra em operação precisa de empilhadeiras e paleteiras, e a pressão por velocidade na disponibilização é a mesma que existe na entrega para o consumidor final.

É nesse contexto que a Disktrans opera: com oferecimento do plano de assinatura de equipamentos logísticos, como paleteiras manuais e elétricas e empilhadeiras patoladas. Esse movimento justifica a forte presença da Disktrans no setor, atendendo hoje os principais players de logística para e-commerce do país.

Em um cenário que exige controle de custos, disponibilidade rápida e redução da complexidade para ganhar escala, é estratégico buscar um modelo que permite alocar equipamentos de forma rápida sem imobilizar capital em frota própria e sem depender de manutenção e estoque de peças.

Diante de um mercado onde novos galpões surgem de Guarulhos a Manaus, centralizar a gestão de equipamentos em um único fornecedor facilita muito para quem já tem complexidade suficiente para administrar.

Fontes: Binswanger Brazil, CBRE/Bloomberg Línea, Metro Quadrado, Erea

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
X
LinkedIn
Threads
Email